Rueda foi mentor de título da Chape. E pode conquistá-lo um ano depois


 Há pouco mais de um ano, o Brasil e o mundo do futebol choraram as mortes das 71 pessoas que estavam no voo da LaMia para Medellín, onde a Chapecoense disputaria contra o Atlético Nacional-COL a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana. As finais não aconteceram, mas houve um clube campeão. E muito por obra de Reinaldo Rueda.

 A Chapecoense foi aclamada vencedora da competição em um gesto de grandeza dos colombianos. Um ano depois, como obra do destino, o técnico do Flamengo tem a chance de conquistar o mesmo título que fez questão de entregar ao clube catarinense. O desafio começa nesta quarta-feira (6), contra o Independiente-ARG, às 21h45 (de Brasília), em Avellaneda.

 Na época do acidente, Rueda foi o primeiro a sinalizar ao presidente do Nacional sobre a decisão do futebol do clube. Rapidamente, a ideia tomou forma e parou na Conmebol. A partir daí, foi apenas esperar a oficialização por parte da entidade e celebrar o título que emocionou a todos.

 O comandante colombiano se recorda bem de alguns passos importantes em meio ao momento dramático do esporte mundial.

 "Foi um dia muito triste para todos no futebol e no mundo. Creio que uma lição. Nos fez refletir sobre a vida e o valor do adversário. Foi uma situação absolutamente difícil. Conversamos com presidente, diretoria e sabíamos que não havia sentido em jogar. A vida estava terminada para Chapecó, Caio Júnior e jogadores. Acabou para o Nacional também. Não tem sentido aspirar o título contra um adversário que não existia mais. A decisão de reconhecer a Chapecoense campeã foi absolutamente correta. Uma memória póstuma", afirmou.

 Além da possibilidade de conquistar um título importante, o recém-chegado Rueda manteve a média de alcançar decisões continentais nos últimos anos. Ele sonha em vencer mais uma, o que seria fundamental para reafirmar o trabalho no futebol brasileiro, onde ainda é visto com cautela, principalmente pelo histórico delicado de treinadores estrangeiros no país.

 "São situações do destino. Os deuses do futebol desejaram que participássemos. Temos a satisfação de jogar uma final deste porte. Tomara que possamos levantar a taça", encerrou.



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